Bem vindos, ao meu primeiro dia de Blog...

Será que essa coisa vai funcionar, bom vamos tentar!
Tento a mais de dois anos, com erros de gramática e de português, escrevo para saciar coisas que tenho dentro de mim.



segunda-feira, 4 de junho de 2018

O Ford

Que espero que a Renata, que nos anos 80, que na época se meteu em um velho ford enferrujado, numa noite de inverno para namorar comigo, depois de um rock no jardim Centauro, onde o nosso fogo incendiou aqueles velhos bancos daquela caminhonete que estava nos seus dias de repouso naquele terreno vazio.
Renata gata garota distante do meu pedaço, louca tarada de uma madrugada gelada, minha amada desinteressada em tudo sobre o nosso futuro menos naquele nosso momento, de olho nas minhas mãos, que abriam botões, explodindo aqueles caseados e colchetes, nos nossos dedos se esquentando nos cós das roupas, os meus nas calcinhas espremidos naqueles teu justo jeans. Renata meu amor hoje me lembrei de nós e sorri feliz pois nunca ninguem passou tanto frio e tanto calor tantas vezes em tão poucas horas esperando o dia chegar. Que vida!

domingo, 3 de junho de 2018

O amor livre se autêntico.

Que eu gosto tanto quando você me vê como sou, de transparênte vidro que fica manchado de cores lindas no reflexo do teu sorriso de uma beleza que vem de dentro e vem abraçada com a tua risada que me beija as orelhas e me fala de como somos parecidos nas palavras completando frases um do outro e planejando viagens sem querer parar. Simples assim e bom deste jeito.

segunda-feira, 28 de maio de 2018

55 anos, pensando com uma cabeça de velho com um corpo velho com velhas duvidas e alguns bons acertos.
Sentindo o lado bom da solidão com os dentes cravados nessa fase de ter descoberto portas que fazem mais do que levar a novas coisas, te trancam também.
Distante de coisas desejadas, conformado com as obtidas, feliz com reencontros mesmo que não sejam novas chances mas te fazem se sentir bem.
Sigo vendo as minhas atitudes isto não mudou e apesar de velho sou cada vez mais autocritico das coisas que nunca vão mudar, todos temos vícios não?
Hoje já não te espero, apesar de ter buscado todos os dias hoje sei que não vim para cá para isto, minhas palavras não te encontraram e meus ncontros não valem uma frase sequer.


sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Andava sem palavras, sem postar nada por muitos dias, mas não por falta de coisas para pensar, não estava no ponto, tinha de me reciclar. O tempo passou e agora estou fluindo e não mais pensando como uma maquina. A minha cabeça está do tamanho de uma feira na Bahia cheia de quinquilharias, de pastel e frutas, onde a gente estica o braço e aponta para para algo que nunca se imaginou. Penso que sou igual a todo mundo que é vivente como já dizia o Ricardo Almeida. 

Agora sobre a minha massa cinzenta, é como sopa de ideias que tem todas as letras nesta mistura insistente e mesmo assim o cacete da minha inteligência não as consegue juntar.

Prefiro ser um menino do tamanho de quinze anos, se pinchando num moche e dando com o joelho no meio da turba, deixando se escorregar numa casca de banana, segurando um cigarro de enrolar com a brasa queimando entre os dedos peludos a ser um monstro de espuma verde que precisa chupar umas torres de alta tensão para se regarregar...

Pode ser isso, sinto saudades dos velhos filmes, onde se ria de alguma bobagem, de um Satanghost mal explicado, de um Fantomas com a sua espetacular cara de caveira que não metia medo nem na irmã do seu amigo mais "gente fina".

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Um sonho em Madri

Sai ontem e vi mulheres lindas, de todos os tipos, bebi, conversei, ri de bobagens e achei a noite boa como as de outrora em que saíamos juntos, e para te explicar melhor, eu te digo que em nenhum momento pensei em ti.

Paguei a conta, peguei o carro e fui cedo para casa, e no horário de ontem fui dormir e hoje quando acordei Silmara, me lembrei sorrindo que sonhei com você. 

Sonhei da uma vista de uma janela antiga que dava a uma rua movimentada e que se descortinava por trás de uma placa de boate, e esta cena toda era de uma luz incrível e com muita realidade, um destes sonhos, que falamos com tudo e acabamos até voando no fim.

Quando me voltei para dentro daquela janela, vi o quarto antigo e grande daquele hotel que ficamos em Madri, e vi de repente que estávamos deitados numa cama negra antiga, com lençóis duros de tempos e alvos, que emolduravam você linda em uma camisola branca falando meu nome baixinho na mesmo instante que minha mão te acariciava a pele entre a barriga linda e os seios morenos que em um movimento teu, vieram se aninhar nas almas das minhas mãos. 

Sonhei e foi bom, viver algo que não vivi, mas quando acordei senti a falta de algum dia do passado, que tivesse depois de um sonho como este, acordada junto comigo para eu poder sonhar olhando dentro dos teus olhos ouvindo meu nome vindo suave e baixinho de dentro de ti.

Vinicius Sacchi

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

A arte de se deixar enganar.

já devia desconfiar, que nem tudo estava perfeito, o mar e o céu até os meus pés torrados de sol, deveria ter visto na hora, que ela era muito linda e com aquele biquíni branco muito bem costurado, devia ser uma miragem de bêbado que pelo olhar embaçado só enxerga o que quer. 

No meio daquela nevoa, as formas me lembravam uma mulher nua em branco e preto de algum filme meia luna meia luz de um Fellini meio irreconhecível, numa cena qualquer. 

Tudo era magia numa arte nova, mas depois de um certo tempo me pareceu que o roteiro era antigo e se eu contasse, ninguém ia acreditar que o amor dentro do meu peito fosse naquele momento, feito de luzes e trilhas e que toda aquela espuma do mar batendo na areia fosse uma cenografia tosca que mais parecia um suspiro duro de se comer. 

Na cena seguinte depois de perceber alguma coisa estranha, naquele mar de ar e plástico, eu finalmente tive de contar até vinte depois de ver que era uma foto velha e amarelada que se desmanchava ao tocar, daquelas que se tem de colocar luvas para não estragar a imagem do meu amar.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

31-12-13

E naquele mesmo instante em que descobri o que era você dentro de mim, eu com  os pensamentos finalmente se embaralhando e colocando as coisas em ordem distraidamente enquanto dirigia, com algo me incomodando, me deu uma vontade de peidar, fiz força e quase me caguei. E correndo para casa no meio do caminho me sentindo estranho, pois sabia que estava com forte diarréia e que a ponto de me cagar, mas isto não me incomodava, porque eu ainda pensava que eu havia descoberto tudo que houvera para se descobrir e absorto meus pensamentos iam junto com a velocidade que eu no meu carro podia, Pra não me perder das coisas que eu pensava sobre você. Parei na garagem, correndo entrei em casa e na porta do banheiro, sem nenhum constrangimento me caguei e ao mesmo tempo novamente aquilo não me incomodava pois finalmente eu me cagava de você... 

sábado, 30 de novembro de 2013

Contrato.

Mentiras concretas me deixam feliz, por isto me minta, minta para mim, me engane
me deixe sorrindo como abestado e me tire do chão é disto que eu falo!
Só que não é assim, não posso te querer assim sabendo que nada disto existe,
um compromisso omisso com o que vivemos com a nossa memória do nada ?
Não!
Para esta merda toda, uma obrigação sem nexo, de algo que não tivemos e que não vale nada,
Só uma mentira feita por nós dois e que no fundo seria apenas um contrato de sermos o vácuo
nunca para ser um mero amante sem nenhum amor e nem prazer e não vou ficar assim.


quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Inveja dos meus 17 anos

Uma inveja dos meus 17 anos, onde o amor era um sentimento bom, que a gente olhava com carinho e admiração, onde as mínimas coisas eram repartidas, de uma cerveja a um quibe frio no fim de uma noite que se acabava numa conversa sem fim. E me pegou essa coisa de me lembrar do convite cedinho, que finalmente a gente se levantar daquele nosso ninho onde éramos dois índios nus brincando de generais, e que depois da batalha febril, com os tímpanos zunindo nos dava aquele sorriso lindo com a barriga roncando de fome e de um tesão definitivo e afinal e me lembrei que tenho inveja de me lembrar dos dias, de poder abrir as portas do teu carro, as tuas portas do corpo e da alma e deixar você me conduzir por ai, naqueles dias eu menino e você uma linda mulher, de voltar no tempo e ver como o dia era feliz. Minha inveja tem uma musica, um bolero de Ravel, que insistentemente era o embalo para o nosso frenesi , naqueles quase dezoito minutos que nos desafiava a não desistir e que depois com uma coca gelada encostada no teu peito eu ficava vendo mil bolhinhas explodindo no copo te molhando o seio lindo descarado me provando que o bolero era uma musica pequena para o tamanho da nossa vontade. Essa inveja das lembranças, da coisas simples e românticas que tivemos como doces crianças sem pecado e sem maldade, onde peles e suores se juntavam com palavras roucas e com nossas pernas trôpegas de quem ainda não sabia como depois de tantos amores ia ser somente uma inveja enfim. 

terça-feira, 29 de outubro de 2013

A cidade andou.

atravesso a cidade com um transito lento numa manhã de sol, 
no meio deste inferno com uma gentileza que não é do lugar
Desço a marechal olhando os carros e ônibus e paro no sinal
Pessoas, de todos os tipos cruzam na minha frente e nada vejo 
pernas sem donos numa pressa sem fim, as roupas iguais e sem cor 
olho de passagem aqueles rostos tão sérios e tão em frente a mim
paro e tudo parece uma imagem de um tempo que eu não conheci.
Então eu a vejo, linda numa camisa branca esvoaçando na calçada
os cabelos soltos, compridos cobrindo as pessoas e as suas caras 
as mãos com as unhas pintadas se movem cortando coisas no ar
esta mulher que anda no meio de tanta gente sem vida, trouxe a cor
e mesmo sendo rápido e por um breve momento a cidade toda andou.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

O vento, suor e ouriço!

O amor é o que nos cerca, é o rosário que com as carpideiras, se reza
amor intenso é como num filme, frenético e a gente finalmente cai
Você sofre uma queda de dez andares e teu corpo se vira no ar,
e tudo vira uma química com a cabeça de formigueiro a mil, que 
você fica ora leve, ora pesado, e sempre com os dedos inchados
Tua gengiva aparente e teus dentes ficam gelados com o ar
e você se transforma e ama fortemente, crendo que assim é,
mas a informação é a do romance, onde não existe a queda
na mente que você sente que é onde o suor é doce e perfumado e 
onde os pés que te esmagam são lindos demais.


domingo, 27 de outubro de 2013

Estou triste e não sei se vou conseguir mudar teus caminhos porque a surdez do dia a dia me fode totalmente os tímpanos, 

A insensatez me fode o dia à dia, e eu me fodo sozinho, pelas escolhas que fiz a vida toda, e agora que sei que não é assim eu sei que a cada cigarro não tem uma fuga. Termina o erro e muda o rumo, numa nova escola, numa estrada fria.

 Ivo, você não errou, a vida é um sarro mas tem de saber ver o que isto significa nas contas o fim.

Eu paro e percebo que estou trôpego e a cada passo eu tropeço no calçamento por onde sempre caminhei, estou triste de tanta felicidade e sigo e arreganhando os dentes a todos por ai um sol cinza insistente reflete sem sentido nas janelas do jardim e eu no estalar das minhas vontades desisto de todas elas enfim. 

A vida não é um sarro sem consequência e triste é quem vive a vida assim. 

Se sexo é droga, estou reabilitado, estou morto e esticado, mal velado e pronto para ser enterrado em um jazigo emprestado por alguem que é amigo de um parente meu. 

Porra, então sou só um e não somos dois, só uma voz que é a minha, minha ultima esperneada antes do tombo de cima do muro antes de saber que não valho nada, da minha casca se romper. 

Estou triste e cansado de não me fazer ouvir, de ver entre olhos cegos e de provar o que vejo sem nada para me ajudar. Sabe amigo, vai ser fácil a vida nos dispensar, a situação dar lugar a ilusão e a realidade perder a chance de não ser o foco. vai ser mais importante a tua idéia de ser fiel naquilo em que acredita ser maior do que aquilo que é bonito, por querer provar que as coisas são agora como sempre deveriam ser, que o passado ditará o ritmo e o futuro não terá chance por ser uma coisa em que você não sonhou.

Pobres corações que deverão ser frios e mundanos, sem chance de voar, vivendo uma vida de regras e de ações torpes dos dias que já terminaram. Sinto não ser algo melhor, que te arrebatasse deste teu torpor e que na velocidade incrível que deveria bater o teu coração te mostrasse como poderia ser bom, mas não em um piscar de olhos.

sábado, 26 de outubro de 2013

Vitória

Naquele dia vitória abriu a velha janela 
depois de vinte mil dias de noites mal dormidas
acordou de um sono descolorido sorrindo 
viu que o céu da cidade Curitiba tem cor
naquele pálido tom cinza vitória acordou pra vida.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Delicado aroma

O chocolate derrete na boca que me derrete a língua,
Pobre do cacau que foi de semente a fruto em um sol
Incandescente, foi colhido e por alquimia virou vício e ao
Fim do seu tempo não foi devorado e não derreteu em ti
Rico de mim que te beijo e Sorvo o teu o doce como
quem entende tudo do mel, dos teus favos e dos poros e pelos
De quem foi acarinhado e te saboreia como um delicado aroma,

de mulher.